Quando a coisa aperta

Oi, oi, oi, meus caros floquinhos. Como vai a vida? Comigo tá tudo bem. Adiantando todo aquele papo furado: sim, eu acabei demorando pra fazer um post novo. Adiantando todo aquele papo furado de novo: eu tô sem ideias, criatividade, enfim, eu não sei o que postar e isso tá acabando comigo. Mas parece que minha vontade nunca é 100%: se eu tô a fim de fazer post, eu não fico a fim de fazer layout e se eu tô a fim de fazer layout, eu não fico a fim de fazer post. Eu me encaixo na segunda situação, e por isso acabei fazendo um layout maravilhindo do Hisoka, porém minha vontade pra postar até então tava zerada, mas como eu não quero abandonar esse lugar aqui, cá estou eu. E, claro, sem nenhuma novidadezinha pra compartilhar com vocês. Por que eu tenho um blog, afinal? Boa pergunta, Lilian do contra.


Eu gosto de fazer um post pessoal quando não tenho ideias pra postar. Sei lá, uma tag, qualquer coisa que me der na telha. E é o que eu vou fazer, mas não será tão pessoal assim quando eu deixo de protagonizar os acontecimentos.
Queria começar falando sobre uma coisa importante, que eu já devo ter falado alguma vez nesse longo ano de blogosfera, mas que quero falar de novo, mas de um jeito mais... é... diferente.
Competitividade.

"Ah, mas você já falou disso, pra quê falar de novo?"

Porque eu acabei tendo uma conversa um dia desses e percebi que até eu, Lilian Ramos de Oliveira, sou vítima de um fenômeno chamado "Quero ser bom em tudo o que faço, mesmo sabendo que é impossível". E aí, quando tem aquela pontinha de decepção, mesmo que minuscula, vem o sentimento de inutilidade misturado com aquele sentimento de fracasso. É como se sua vida acadêmica estivesse chegando ao fim porque você, muito """"burro"""", acabou tirando um 9 ao invés de um 10 em uma prova. Oh, o que será de mim agora?
Percebe-se como isso é triste?

Eu vejo muita gente que tem potencial (até demais, inclusive), mas que consegue exigir o que está longe para se concretizar, aqui e agora. E eu estava conversando com uma dessas pessoas que possuem um potencial incrível, mas que, infelizmente, exige-se demais. Logo percebi como isso é prejudicial, pois era como um espelho refletindo o meu eu de meses atrás.

O meu eu reclamava constantemente de não ser capaz, que dizia que não estava satisfeita com um 9 no boletim de História. O meu eu que exigia-se tanto que entrou em parafusos por não conseguir atender a todas aquelas exigências propostas por mim mesma. Que sofria calada, mas que sabia que estava se prejudicando por ser tão exigente, tão competitiva, tão obcecada pela perfeição.

O meu eu de agora consegue assimilar tudo com uma diferença. Eu entendo que tirar um 7 em biologia derivou-se da minha dificuldade na matéria e não significa que eu sou ruim. Que tirar 8 em História simboliza apenas que eu tive dúvidas a respeito das questões que eu errei e que agora eu sei que está errado. É mais fácil utilizar os nossos erros como uma espécie de aprendizagem do que utilizar como uma espécie de vergonha.


Mas sabe o que é pior, meus caros leitores?
Nem sempre temos a incrível oportunidade de errar.

No ambiente escolar, apesar de todas as adversidades, o errar faz parte do aprendizado e ninguém te julgará aos montes por isso, até porque, é pra isso que estamos na escola e será assim na vida, certo? 
Meio certo.
Na vida, errar pode ser muito mais prejudicial do que parece.
Em um vestibular, você precisa calcular de modo certeiro tudo, para ter o mínimo de erro possível. Não é tão simples quanto parece. A pressão para passar em um vestibular, em uma boa faculdade, faz com que nossos erros sejam tratados como algo abominável. No fim, é calculado sua quantidade de acertos, mas errar pode retirar gradualmente sua chance de passar. Pressão. Competitividade. Exigências. Do que adianta, no fim das contas?
É por isso que eu entendo, de certa forma, aquele alguém que procura sempre ser bom em tudo, ou melhor, em quase tudo. Mas cá entre nós: precisamos ter consciência a respeito disso. Exigir-se demais é sim prejudicial e precisamos aceitar por completo que os erros fazem parte dessa incrível jornada. Admitir que somos imperfeitos é o primeiro passo para o sucesso.

Enfim, hoje o post foi meio diferente do usual, mas espero que tenham gostado. Quero terminar logo Hunter X Hunter pra fazer uma resenha (recheada de surtos e mais surtos) e vou tentar encontrar minha criatividade no fundo do poço pra fazer posts decentes.
Sobre o layout: Espero que tenham gostado dele, porque eu vou usar essa maravilha por um bom, bom tempo. Achei que tá lindo demais essa fanart, esse menu do Chuva de HTML, além de todos os menuszinhos excelentes que fui arrumando pra deixar do meu jeito. No fim das contas eu acabei me apaixonando pelo resultado. Me digam o que acharam também ♥

Por hoje é só, pessoal. Vou ficando por aqui com esse post fora de hora. Prometo que farei um post de verdade em breve. Espero que tenham gostado!

Até o próximo post! O/

4 comentários, quer deixar um também? (~ ̄▽ ̄)~

  1. Oi Lilian!
    Gostei muito do seu post, especificamente sobre o tal do erro, que cometemos nas provas das escolas, porque, realmente, nem sempre temos oportunidade de errar, e isso me deixa um pouco triste. Eu sempre fui assim de tentar aprender com os meus erros, como "tirar 7 em biologia não é ruim", e eu tento até aprender com a correção, escrevendo e refazendo a prova novamente.
    Eu nunca fui de me exigir demais. Eu tenho mania de exigir mais dos outros, sobre como essa pessoa vai agir, entende? Eu em relação a escola sou tipo "com C dá pra passar. Com D também dá, enfim, eu ainda vou passar de ano, e esse ainda é o primeiro trimestre" sabe? Eu não era assim, mas hoje em dia eu ando meio que nem aí pras coisas. Um 7 em biologia não significa que eu sou burra, não significa que vou ter que repetir de ano e não significa que não dei o melhor de mim.
    Eu sempre fui de pensar positivo sobre essas coisas, hehe ♥
    O seu lay novo tá bonitinho :))
    Mallowmars

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    1. Olá! ♥~
      Ahhh, eu fico realmente feliz que você tenha gostado do post. Sim, não poder errar é realmente uma coisa que me deixa triste. A gente precisa aprender a aprender com o erro mesmo, é o mais certo a se fazer, mesmo que seja difícil no início.
      Eu entendo perfeitamente, às vezes eu sou assim também, é complicado. Exatamente! Tirar uma nota não vai definir o que sabemos ou não, e não significa que não nos esforçamos, é apenas uma nota, nada demais.
      É sempre bom pensar pelo lado positivo, continue assim! ♥
      Muito obrigada!
      Beijooos!

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  2. Oi Lilian <3
    Adorei esse layout clean cm cores vibrantes!

    Sobre o post, eu podia discorrer por horas sobre como a gente vive num sistema social que prega a competitividade, e que somos de uma geração que não lida com a frustração (tem um texto chamado "meu filho, você não merece nada", ou algo assim, recomendo a leitura! É de alguma revista ou blog por aí, tem a internetz)
    Enfim, as pessoas não se permitem nem aceitam falhar, e é no erro que se dá o aprendizado - Thelma Weisz fez um livro inteiro praticamente sobre isso. Fico feliz que você conseguiu sair um pouco desse movimento, mas entendo a dificuldade e acho bacana colocar esse tema em discussão no blog.
    Enfim!

    Beijo :*

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    1. Oláaa!

      Sim, é exatamente isso. A competitividade sempre existiu em nossa sociedade, mas de tempos pra cá isso ficou cada vez maior. Procurarei esse texto para ler, parece ser ótimo.
      O erro é essencial para o amadurecimento e crescimento de cada um de nós e nos privarmos disso é muito prejudicial. Ainda tenho alguns probleminhas com isso, mas achei bom poder colocar um pouco da minha opinião aqui! ♥

      Beijoos!

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